Ultimamente tem surgido muita confusão em torno do jejum. Há quem advogue a abstinência de alimentos como forma de regime. Outros apresentam o jejum como um modo de trazer benefício para o corpo. Por outro lado alguns chegam ao fanatismo, nessa questão. Precisamos ser cautelosos e evitar sensacionalismo. O Senhor Jesus nos adverte (Mt 6: 16) “E, quando jejuardes, não vos mostreis contristado como os hipócritas; porque desfiguram os rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão”.
TIPOS DE JEJUNS
O JEJUM TÍPICO: A Bíblia ensina que o jejum normal consiste em abster-se totalmente de alimento sólido. O jejum típico, mencionado na Bíblia, não implicava em abstinência de líquidos. Na ocasião em que Jesus jejuou quarenta dias e quarenta noites no deserto, lemos o seguinte: “E depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome” (Mt 4: 2) A Bíblia não menciona que Jesus teve sede.
O JEJUM COMPLETO: O jejum completo também chamado jejum absoluto, consiste na abstinência de alimentos sólidos e de alimentos líquidos, conforme (At 9:9; 1Rs 19:5-7; Ex 34:28). Trata-se de um jejum rigoroso e pode até trazer perigo para as pessoas que possuem alguma restrição em sua saúde. Ninguém deve fazer um jejum total por mais de um dia se não tiver a direção de Deus.
O JEJUM PARCIAL: O jejum Parcial tem varias aplicações, e é caracterizado pelo que se come e pela frequência com que se come.
Em primeiro lugar, o jejum parcial significa abster-se de certos tipos de alimentos. Algumas autoridades interpretam a atitude de Daniel (Dn 1), como jejum parcial. Eles e outros jovens de Israel receberam a orientação de comerem da mesa do Rei de Babilônia, mas recusaram. Não queriam contaminar-se e pediram que com eles fosse feito um teste de dez dias, durante esse período, Daniel e seus amigos só tomaram água e comeram legumes (só vegetais). Abstiveram-se da carne e do vinho da mesa do Rei (Dn 1:12-17).
Deus pode levar uma pessoa a abster-se de algum tipo de alimento, a fim de provar sua sinceridade, principalmente se estiver buscando uma resposta de oração em termos específico.
Em segundo lugar, o jejum parcial implica em abster-se de alguns tipos de alimentos durante um certo período de tempo. No caso do jejum do tipo que fez o profeta Daniel, poderá ser feito em quantos dias o Espirito Santo orientar.
Jejuar envolve também orar, arrepender-se fazendo uma sondagem no coração. Antes de jejuar determine previamente o tempo de duração e o modo como vai jejuar. Todo jejum tem que ser motivado por um propósito, que o leve em oração a buscar do Senhor uma resposta, uma orientação ou um milagre das Mãos de Deus. Jejue, com muita oração e meditação da palavra de Deus, e um coração quebrantado e contrito, e com certeza o Senhor receberá o seu sacrifício.
Fonte: www.cibierj.com.br/palavra/39-palavra/110-um-pequeno-estudo-biblico-sobre-o-jejum.html
JEJUM NÃO É SACRIFÍCIO,
É SACRO-OFÍCIO, E É PRAZER!
Foi por isto que Jesus disse que ele deve ser praticado em “secreto”, pois fazê-lo em público é o caminho para a corrupção da devoção, pois vira show de santificação—é o caminho dos fariseus.
Jejum deve ser a declaração do prazer da alma no silêncio, na quietude, na meditação e na curtição do ser de Deus.
Jejum precisa ser carregado de amizade com Deus.
O jejum do desespero acontece quando o desespero é maior que a necessidade de comer.
Mas o verdadeiro jejum é como separar um tempo para gozar amores num lugar secreto, com o Deus de sua vida.
Esse jejum faz falta. Nesse eu acredito. E creio que quando ele voltar a ser praticado muita coisa vai mudar na alma do povo.
Todavia, tem que ser assim: discreto, apaixonado, silencioso, e amante de Deus.
Tal prática enche o coração de gozo, sensibiliza a alma, e dá voluntariedade ao espírito.
Quem come esse jejum alimenta-se de gratidão!
Um beijão,
Pr. Nilson