Festa dos Tabernáculos

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Sucot é também conhecida como a Festa da Colheita. É o período no qual a produção dos campos, pomares e vinhas é colhida. Em nosso calendário esse período corresponde aos dias 18 a 25 de setembro. Os celeiros, terreiros e prensas de vinho e azeitonas trabalham a todo vapor. Semanas e meses de labuta e suor empregados no solo finalmente são recompensados. O fazendeiro sente-se feliz e entusiasmado. Não admira que Sucot seja a Estação do Júbilo.

Historicamente, Sucot faz recordar o povo de Israel no êxodo do Egito e o tempo em que foi sustentado e dirigido pelo Senhor no deserto.

Nesta época os judeus deixam os lares e dormem em tendas (sucá). Sendo esta uma época de grande sucesso e fartura material, estabeleceu-se que há perigo do homem esquecer de Deus, seu Criador. Vendo que seu trabalho obtém sucesso e tantas recompensas, ele pode pensar que “meu poder e a força das minhas mãos conseguiram-me toda esta riqueza.” Há também o perigo dele pensar que trabalhar e acumular fortuna é o verdadeiro objetivo da vida, esquecendo-se de que há valores maiores e mais elevados: os espirituais.  Então, existe a compreensão de que Deus, em Sua infinita sabedoria e bondade, ordenou para deixar os lares confortáveis nesta época e habitar a frágil sucá por sete dias, para que o judeu não esqueça da verdadeira finalidade na vida.

Esta tradição remonta à atitude do patriarca Abraão, ao permanecer fora de sua tenda, esperando e buscando a oportunidade para convidar viajantes empoeirados para a sombra de sua sucá, e correr a preparar uma refeição com selecionados ingredientes. De acordo com um dos comentários e interpretações bíblicas escritos por sábios judeus, a primeira sucá de Sucot teria sido preparada por Abraão ao recepcionar os três Anjos que vieram para anunciar o nascimento de Isaac. (Gn 18.1-10).

Cada um dos sete dias de Sucot representa uma década da vida – setenta anos no total – a duração da vida humana na terra. Esta vida curta poderá ser considerada somente como um período de preparo para a vida eterna, a vida em que a fortuna material não conta e onde somente a riqueza espiritual tem valor. Os armazéns de trigo, de vinho e azeite devem ser deixados para trás, enquanto somente os armazéns da Torá e das “mitsvot”, (boas ações), podem ser levados e aproveitados na vida eterna.                                               É também esta a razão pela qual no Sucot, em algumas sinagogas costuma-se ler o livro de Cohelet (Eclesíastes), escrito pelo mais sábio dos homens, o Rei Salomão, repleto de pensamentos e reflexões profundas sobre a vaidade deste mundo. Cohelet conclui com propriedade com as palavras: “O que importa, no final de tudo é: tema a Deus e cumpra Seus mandamentos, pois esta é a finalidade da existência do homem.”

Uma das tradições desta festa, é a hospitalidade.  É tradição ter convidados durante os dias de Sucot.  É o convite dos ushpizin (palavra aramaica para convidados). Em cada uma das noites se tem convidados para se juntar à família na Sucá. Esses convidados especiais, simbolicamente representam os patriarcas Abraão, Isaac, Jacó, o Moisés, Arão (o sacerdote), José, chamado o justo na cultura judaica e o rei David, o doce cantor de Israel.

Nos meus tempos de Jerusalém, me vem à lembrança de que é uma linda experiência, viver esta semana em Israel. Pode ser comparado à euforia do Natal que invade as famílias. Corremos pra lá e pra cá arrumando a Sucá. Ornamentamos com bolas coloridas, com fitas brilhantes, com uma linda mesa com toalhas festivas. Nos esmeramos nas comidas festivas e tudo é muita alegria. Nunca esqueço os convidados que vinham para nossa Sucá e com os quais podia compartilhar sobre o Messias de Israel.

 

O que os cristãos podem aprender com Sucot, a Festa dos Tabernáculos?

Para nós que cremos em Jesus, Sucot é celebração ao Príncipe da Paz, ao Autor da Vida, Àquele que veio “tabernacular” conosco.  É Jesus “tabernaculando” com sua Igreja. Por isto, nos regozijamos Nele.

Sucot nos recorda, anualmente, que vivemos temporariamente neste mundo e que somos peregrinos na Terra, como Abraão, Isaac e Jacó, que viveram em “Eretz Israel” (Terra de Israel) temporariamente, porque seu destino era a terra prometida, JESUS o MESSIAS. “Pela fé habitou Abraão na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaac e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o Artífice e Construtor é ELOHIM” (Deus) (Hebreus 11. 9,10).

Profeticamente, Sucot aponta para o futuro (e próximo, espero) reino milenar (atid lavô) de Jesus. É a mais importante Festa profética para a Igreja. Assim como a Festa do Pêsar (Páscoa), Sucot dura toda uma semana, que representa um período de tempo completo – um período milenar, o governo do Messias sobre as nações da Terra.

“E no primeiro dia tomareis para vós ramos de formosas árvores, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras, e vos alegrareis perante o Senhor vosso Deus por sete dias. E celebrareis esta festa ao Senhor por sete dias cada ano; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações; no mês sétimo a celebrareis. Sete dias habitareis em tendas; todos os naturais em Israel habitarão em tendas; para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus” (Lv 23:40-43).

Nosso corpo terrestre, feito com os elementos da Terra (carbono, hidrogênio e oxigênio) é um tabernáculo provisório, temporário. Para os judeus crentes em Yeshua Ha Mashiach (Jesus o Messias), com o regresso do Senhor Jesus, receberemos uma nova morada, feita com os elementos do céu, corpo incorruptível, imortal.

“Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres. Uma é a glória do sol, outra a glória da lua e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela. Assim também é a ressurreição, é ressuscitado em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, é ressuscitado em glória. Semeia-se em fraqueza, é ressuscitado em poder. Semeia-se corpo animal, é ressuscitado corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual.” 1Coríntios 15:40-44

No tempo em que os filhos de Abraão habitaram em tendas no deserto, eles o fizeram porque estavam numa viagem para a Terra Prometida. Não construíram edificações permanentes porque o coração do povo estava em Canaã. As tendas podiam ser montadas e desmontadas com grande facilidade. Durante todos aqueles quarenta anos o Senhor estava com eles, numa nuvem durante o dia e numa coluna de fogo durante a noite. Assim, nós a Igreja, a noiva do Cordeiro, devemos ter nossa vida como uma tenda que pode ser desmontada aqui na terra a qualquer momento e remontada no céu. Devemos ter o nosso coração voltado somente para o Noivo e aguardar ansiosamente por sua volta. Do mesmo modo que o Senhor não abandonou o Seu povo no deserto, assim também o Senhor Jesus não nos abandona nem um só dia neste tempo de espera.  “…E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” Mt 28:20.

“Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus” (Ap 22:20).

Author: NúcleodaFé

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