Um grito pelo Brasil

Estamos vivendo noutros tempos, é verdade, e não ignoramos isso. Todavia, nem por isto deixaremos de nos reportar aos tempos bíblicos outrora vividos pelos reis de Israel e Judá. É simplesmente dantesca a cena daqueles governantes e povos, relativo à rebeldia idolátrica implantada nos seus reinos ao longo de sua história. O faziam em flagrante desrespeito aos preceitos divinos. Sabiam das proibições e conheciam as consequências funestas sobre as atitudes do povo e governantes. Havia uma conivência maldosa na maioria dos governados de ambos os reinos. Quando surgia um rei cujo coração era voltado para o Senhor, todos se voltavam para Ele. Da mesma forma um mau rei arrastava todos para o mal caminho, especialmente para a idolatria aos deuses pagãos, objeto de constante advertência divina através de Moisés, Josué e todos os fiéis profetas do Senhor.

O povo sabia dos males que adviriam sobre eles, caso desobedecessem e se voltassem às práticas condenáveis, pois o Senhor duramente avisou que estariam sujeitos à toda sorte de maldição e condenação. Não que Deus fosse vingativo, maldoso ou perverso. Porém simplesmente, aplicação da justiça divina. O Senhor disse e Sua Palavra tem que se cumprir. Queiramos ou não essa é a realidade. Se há algo que Deus não tolera, chama-se pecado. Toda vez que erramos o alvo em cumprir a vontade de Deus, pecamos. Porque ela é boa, perfeita, agradável, santa e justa. Como disse no início destas considerações, estamos vivendo no chamado tempo neo moderno, onde há uma permissividade moral incomum no meio de nossa sociedade. Tanto no mundo secular quanto no religioso, quer seja nos colégios, faculdades, lares, igrejas e órgãos públicos em geral, há uma irreverência generalizada. Só não nos quartéis, porque há regulamentos disciplinares rígidos que são cumpridos à risca.

O que dizer do mundo político, parlamentar e judicial? A poucos dias escrevi o seguinte comentário: “Em 1954 quando contava com os meus 15 anos, presenciei todo o drama do suicídio de Getúlio Vargas. Eu gostava muito da propaganda dele que era o seu retrato em perfil com os dizeres: ELE VOLTARÁ. Realmente voltou. Mas foi uma volta tumultuada. Havia um tal de Carlos Lacerda que não deixava o pobre coitado em paz. Pela minha pouca idade e muito desinformado, pois os meios de comunicações eram muito escassos, e como menino pobre, mal tinha acesso aos jornais do dia, apesar de ser vendedor de jornais nas ruas. Pouco me chamavam a atenção os acontecimentos políticos da época. A bem da verdade, eu não entendia nada. Só lembro de Getúlio, depois Eurico Gaspar Dutra, depois Getúlio e depois da sua morte … lembro muito bem do “tempo Juscelino”. Já estava com os meus 18 anos e entendia melhor das coisas, se bem que seria melhor continuar não entendendo nada… Por que Gedel não está preso? Por que Tófoli continua ministro? Por que Ronan não está detrás das grades? Onde estão os Morões, os Castelos, os Médicis, os Figueiredos para dar um basta nisto? “ É, acho melhor só ficar observando de longe.” Admito que seja um tanto cômodo ficar olhando só de longe… Há necessidade de um grito a nível nacional em favor da ordem e decência. Às vezes sou tendente a pensar que deveríamos voltar aos tempos do Regime Militar nos moldes de 64. Seria esta a solução? Não. Mil vezes não. Os militares são humanos, as instituições, humanas e consequentemente falhas.

Conforme nos relata a Bíblia, a nação judaica quando se voltava para Deus, o Deus vivo e verdadeiro, em arrependimento, súplica, jejum e lágrimas, confissão de pecados, abandono dos mesmos e buscava Sua Face, encontrava socorro e livramento. De igual modo, a nação brasileira precisa se arrepender de sua rebeldia espiritual e buscar o Deus vivo, sem idolatria, feitiçaria, satanismo, e confessar e abandonar os seus muitos pecados. Então teremos governos justos, parlamento e judiciário justos, comercio e indústria justos, salários justos, além de escola, saúde, segurança, satisfação alegria e prosperidade para todos. Se o povo compreender e deixar Deus no comando, o Brasil terá jeito. Porque os pensamentos de Deus para nós são mais altos do que os nossos pensamentos. Só Deus sabe os planos que Ele tem a nosso respeito.

Que Deus nos ajude e faça ecoar o nosso grito por todos os cantos e tenhamos o Brasil dos nossos sonhos: honesto, justo e santo. Pode até parecer um sonho utópico de um velho de quase 80 anos, todavia, creio que o Brasil tem jeito ainda, sob a bênção de Deus.

 

 

pr_darci_menor     Pastor Darci Reis   

 

 

Formado em teologia cristã pelos Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil e pelo Seminário Teológico Evangélico do Brasil em 1967. É também bacharel em teologia e educação religiosa pela faculdade fundamentalista de São Paulo, em 1984 e grau de mestre em divindade pela faculdade teológica do Recife, em 1993. Faz parte da equipe pastoral do Núcleo da Fé e coordena o departamento de estudos da igreja.  É casado com a pastora Sarah 

 

 

Author: NúcleodaFé

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