Como Viver de modo digno de Deus

 1TESSALONICENSES 4. 1-12

O Apóstolo Paulo mostra três maneiras de viver para o cristão, enquanto o mundo está cheio de fórmulas e práticas apontando diversas formas de  viver. Vejamos do ponto de vista bíblico o que o Apóstolo nos apresenta:

 1.  O VIVER EM  SANTIDADE (vv. 1-8)

É bom que tenhamos um entendimento real do que seja santidade. O Apóstolo João, na 1ª epístola, capitulo 1, verso 5 diz que Deus é luz e não há Nele trevas nenhumas. Então Santidade é ausência completa de trevas. Santidade é uma formosura absoluta e incomparável. Inexiste atos de santidade que não seja formoso.

Santidade é a excelência de Deus. Os Serafins cantaram essa excelência divina, podemos constatar em Is. 6,3.

O teólogo Bancroft disse: “A santidade de Deus é Seu atributo mais exaltado e destacado, pois expressa a majestade da Sua natureza e caráter moral”

1 Tessalonicenses, 4:3-5 e 7 o Apóstolo Paulo apelando à santidade e refere-se ao nosso corpo, pois o sexo livre, o desejo desenfreado do sexo, as impurezas e orgias sexuais praticadas pelos gentios, ferem frontalmente a pessoa de Deus. O nosso viver em santidade é a vontade e a ordem de Deus para o ser humano. Rejeitar um viver desta forma é o mesmo que rejeitar a Deus e o Seu Espírito Santo. Portanto, se você está praticando sexo fora do casamento, pornografias e outras coisas do gênero, nem pensar. Arrependa-se, confesse ao Senhor e abandone esse pecado. É melhor casar do que abrasar. A boa noticia é que Deus nos acudirá e ajudará a vencer e achar soluções para as nossas causas.

 2.  O VIVER EM  HARMONIA (vv. 9-10)

Não nos esqueçamos de que estamos meditando sobre “Como viver de modo digno de Deus.” Os versos 9 e 10, chamam nossa atenção para o amor fraternal.   Deus nos instrui a amar uns aos outros. No caso de irmãos e igrejas estarem passando por necessidades diversas, inclusive fome, é hora de um viver em harmonia tendo o mesmo sentimento uns para com os outros e acudi-los o quanto possível.

Isto aconteceu com os irmãos da Macedônia e outras comunidades daquela época. Agora mais do que nunca, o mundo passa por uma crise sem precedentes de necessidades brutais. A harmonia, no modo de pensar e agir, nos proporciona condições sobejas de ajudar o próximo.  Temos que progredir neste mister, pois Deus sabe que o muito que fizermos, ainda será pouco.

3.  O VIVER EM HONESTIDADE (vv. 11-12)

O viver honesto, íntegro, sincero e ético, era a preocupação de Paulo. A diligencia no viver, o trabalhar com as próprias mãos e o auto sustento eram prioritários  na vida  do grande servo de Deus. De igual modo devemos nos portar. Noutra ocasião ele nos alerta contra a preguiça dizendo: “quem não quer trabalhar então que não coma.” A propósito temos o seguinte texto: “Há pessoas viciadas no trabalho. Trabalham noite e dia, domingos e feriados, sem qualquer tempo para descansar. Isso não está bem, pois estão a ferir de morte o seu corpo, que é, ou deve ser, o templo do Espírito Santo. Essas pessoas devem pensar no mandamento de Deus: – “seis dias trabalharás e farás toda a tua obra, mas no sétimo dia descansarás, pois é o dia do Senhor.” O próprio Deus nos deu o exemplo, criando o mundo em seis dias e descansando no sétimo, não por estar cansado (Deus não se cansa, nem se fatiga – Isaías 40:28), mas para nos dar o exemplo e por outros motivos que nos devem levar à reflexão e meditação. O trabalho deve ser feito com método, empenho e no tempo próprio, pois tudo tem o seu tempo (Eclesiastes 3:1-8)

Outros, porém, têm o vício de não trabalhar. São preguiçosos e estão esperando comer o pão que os outros granjearam com o seu trabalho. Isto também está muito mal, pois cada um deve comer o seu pão honesto, com o suor do seu rosto (Genesis 3:17-19

Ambas as atitudes estão erradas. A atitude de ser escravo do trabalho pela ambição desmedida e a atitude do preguiçoso, que se torna desonesto por não cooperar no trabalho e não prover o seu sustento. O preguiçoso precisa aprender com a formiga diligente (Provérbios 6:6-11)

Parece que na Igreja de Tessalônica haviam alguns crentes que, empolgados pela doutrina da segunda vinda de Jesus, tinham deixado seus trabalhos e estavam a viver na ociosidade, possivelmente vivendo à custa de  alguns que, embora crendo e esperando Jesus na  Sua glória, continuavam a trabalhar e a operar como se isso pudesse acontecer naqueles dias ou muitos dias depois.

É assim que devemos viver. Trabalhando como se Jesus só venha daqui a mil anos, mas vivendo na fé, no amor e na justiça como se Ele venha já amanhã. Esta deve ser a atitude do bom cristão: trabalhar com empenho, honestidade e viver sóbria, reta e piamente a vida em Jesus.

E “se alguém não quiser trabalhar, então não coma também”. O trabalho dignifica o homem.

CONCLUSÃO

Viver em santidade, harmonia e em honestidade é o plano de Deus para as nossas vidas e nossas igrejas. É simples assim. Basta observar o que esta escrito e seguir humildemente o que dizem os preceitos do Senhor e tudo vai muito bem.

A Deus toda Gloria.

Pr Darci Reis

Author: NúcleodaFé

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