Abrindo os Olhos Espirituais

2 REIS 6. 8-18

Introdução

Pelo relato bíblico, Eliseu foi o substituto do Profeta Elias. Era um lavrador arando sua terra quando foi chamado para o serviço divino, através do profeta a quem serviu como servo, não sabemos por quanto tempo. Cremos que o seu estágio com o mestre foi o suficiente para ver e desejar ser igual ou mais do que do que seu senhor. Foi profeta de Israel no nono século Antes de Cristo. A contar desde sua chamada, Eliseu deve ter servido uns cinquenta anos, pois atuou nos reinados de Acabe, Acazias, Jeorão, Jeu, Jeocaz e Joás, as narrativas do seu ministério estão em 1 Reis 19; 2 Reis 2.9,13, e outros textos mais, como o que estamos usando. Eliseu tornou-se chefe das escolas de profetas, uma espécie de diretor do Seminário.

Aqui está o rei da Síria querendo prende-lo, porque ele avisava ao rei de Israel onde o Exército inimigo estaria acampado. Mandou seus batalhões de soldados, cavalos e caros de combate até a cidade de Dotã, daí surgir para o moço do profeta a sua primeira crise.

1. Enfrentamos crises (v. 14)

“Então, enviou para lá cavalos, carros e fortes tropas; chegaram de noite e cercaram a cidade”. Imaginemos a cidade de Dotã cercada de soldados, cavaleiros e carros de guerra. Deve ter sido um horror para o ajudante de Eliseu. A crise dele foi algo histórico, pois ele deveria ser novato nas funções. Quantas vezes somos surpreendidos por situações inesperadas como um diagnóstico de câncer, por exemplo, um AVC cerebral, um acidente automobilístico, uma falência da Empresa, um mandado de prisão, um processo de divórcio, uma traição do melhor amigo ou amiga. Tudo isto e muito mais, nos conduzem a uma crise sem tamanho.

O moço do Profeta não estava preparado para aquele momento, será que estamos? O mundo está em crises e muitos estão vivendo como estivéssemos às mil maravilhas. Jesus nos alertou para que estivéssemos apercebidos, porque os dias seriam maus ou tempos trabalhosos. O alerta das Escrituras é para que estejamos apercebidos porque seriam tão grandes os problemas do fim que a fé de muitos abalaria e o amor cristão esfriaria. É o que constatamos nos dias atuais

Existem momentos de desespero (v. 15)

“E o servo do homem de Deus se levantou muito cedo e saiu, e eis que um Exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros; então o servo lhe disse: Ai meu senhor! Que faremos?”

Observe a expressão do moço de Eliseu. Que faremos? É o que multidões estão clamando. Um beco sem saídas, é a mais pura realidade. O mundo econômico está fragilizado. Poucos concentram o maior número de riquezas, enquanto milhões amargam uma vida abaixo da pobreza. Os governantes que deveriam cuidar para o bem da população cuidam do interesse próprio, quanta corrupção, roubalheira e injustiças se vê no legislativo, executivo e judiciário. Também o mesmo se constata no comércio e nas pessoas de modo geral. Ao estar diante da impossibilidade de comprar um botijão de gás, por falta de dinheiro. De igual modo o aluguel atrasado, a prestação da casa. Isto é desespero redundante da nossa guerra diária. A situação do moço do profeta foi desesperadora porque viu um enorme exercito cercando a cidade de Dotã, composto de inimigos, prontos para iniciar uma guerra real e sangrenta. Que faremos?

Deus sempre está presente (v. 16)

É inegável que passamos por crises e enfrentamos situações desesperadoras. Todavia, nem tudo está perdido. Há sempre a mão cuidadosa e protetora do Senhor dos Exércitos. Num mundo violento como o nosso, a tendência de nossa parte é adquirirmos uma arma para nos defender. É a atitude do “o que faremos?” Nós pensamos em fazer algo para a nossa defesa, atitude inerente à nossa natureza. Aprendemos desde cedo a nos defender de qualquer forma. Fazemos muros altos, cercas elétricas, grades fortes, cães bravos, alarmes, seguranças armadas, enfim, tudo para nos defender. O profeta não possuía arma alguma. Dele mesmo, do seu moço e da própria cidade não havia o que fazer. Porém, a presença de Deus era algo forte na vida do profeta Eliseu. Tranquilamente ele amanheceu o dia e entrou em comunhão com o Senhor dos Exércitos, enquanto o moço saiu para lavar o rosto, e outros cuidados quaisquer. O profeta viu a proteção de Deus ao seu redor, enquanto o moço viu o exército inimigo. Foi necessário que Eliseu intercedesse pelo seu ajudante.

Deus abre os olhos espirituais (v. 17)

“E orou Elizeu e disse: Senhor, peço te que abras os olhos para que veja…e moço viu cavalos e carros de fogo, em redor de Elizeu”

A abertura dos nossos olhos espirituais é algo sumamente importante. Quanta vez Deus quer nos revelar algo especial e não é possível devido a nossa cegueira ou miopia espiritual. Temos que ter a humildade de admitir que não estamos sem condições de ver ou sentir a direção, ou o propósito de Deus em nossas vidas e por isso precisamos das orações de alguém ou nossas mesmo, pedindo que nos abra os olhos espirituais. O reino de Deus tem sofrido por causa disto. Nós precisamos ter nossos olhos espirituais abertos para o nosso próprio viver. Pra vermos e entendermos o propósito de Deus para o nosso viver. Ninguém enxerga a vontade de Deus para a sua vida com os olhos carnais apenas. Precisamos pedir que o Senhor abra os nossos olhos espirituais afim de que possamos ver. Quem tem olhos espirituais abertos, no lugar do problema, vê soluções.

Vencemos o mal através do bem (vv.18-22)

“E como desceu a eles, Elizeu orou ao Senhor e disse: Fere, peço-te, essa gente de cegueira. E feriu-a de cegueira… disse Eliseu, não é este o caminho…segui-me e guiar-vos-ei ao homem que busca. E guiou-os a Samaria…chegando eles a Samaria, disse Eliseu: Ó Senhor, abra a estes os olhos…o Senhor abriu-lhes os olhos… e eis que estavam no meio de Samaria… quando o reis de Israel os viu, disse a Eliseu: Feri-los-ei, meu pai?…Mas ele disse: não os ferirás…põe-lhes pão e água, para que comam e bebam e vão para o seu senhor, e não entraram mais tropas sírias em Israel.

Aqui está a ação de uma pessoa cujos olhos espirituais estavam bem abertos. Eliseu desceu ao Exército e disse ao comandante inimigo que eles estavam no lugar errado Antes, porém, pediu a Deus que cegasse aqueles militares para que não vissem para onde o profeta os levaria. Deve ter sido uma cegueira de entendimento, tanto é que eles seguiram o homem de Deus até Samaria e entraram na cidade. Eliseu pediu a Deus para abrir-lhes os olhos assim eles se viram diante do rei de Israel, todos cercados pelas tropas adversárias. Quando o rei viu aquela oportunidade quis matá-los, todavia o profeta não o permitiu. Mandou que lhes dessem pão e água e permitissem que voltassem em paz para o seu país. Como resultado “entraram mais tropas sírias em Israel.” Temos que ter o entendimento que em certas ocasiões enfrentamos situações difíceis de entender, mas Deus está querendo que aprendamos a lição de pagar o mel pelo bem. Foi o que Eliseu fez. Poderia eliminar todo o Exercito inimigo, porém não o fez, porque os alimentou e os deixou ir em paz. Que fique esta lição para as nossas vidas. Chamamos a atenção para o fato de que só faremos assim se os nossos olhos espirituais estivem abertos. Assim veremos livramentos, veremos bondade e misericórdia e vitória contra o inimigo.

Conclusão

Deus nos assiste de toda maneira possível. A Sua Palavra está sempre à nossa disposição, livros existem com abundancia e pregadores da verdade estão espalhados por todos os lugares, de forma que não existe mais razões para ignorarmos a proteção divina em nossas vidas. Podemos ter os nossos olhos aberto ou fechados. Deus faz a sua parte e espera que façamos a nossa. Amém.

A Deus toda gloria

Pr. Darci Reis

Author: NúcleodaFé

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